O SINASEFE participou de uma reunião com o governo (MEC/Ministério do Planejamento) no dia 1º de setembro para discutir as demandas da atual carreita docente de ensino básico, técnico e tecnológico e as modificações que têm sido anunciadas para o regime de Dedicação Exclusiva. Em relação às pendências da carreira docente, o governo pretende regulamentar o artigo 120, que trata dos critérios de progressão, mas o interstício de 18 meses já é válido, apesar de algumas instituições ainda apresentarem problemas quanto a isso. A questão dos professores substitutos foi resolvida, tendo o SINASEFE desempenhado um papel importante nesse aspecto, segundo o governo.
Na ocasião, foi anunciado que o governo está construindo a regulamentação da Dedicação Exclusiva com a ANDIFES (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), em função da situação que ocorre atualmente nas chamadas “fundações de apoio”, em que vários docentes recebem bolsas ou outro tipo de remuneração para ministrar cursos pagos de pós-graduação ou participar de outros projetos. O governo recuou na proposta anterior, que transformava o regime de DE numa gratificação, mas o mais grave é que o projeto atual desfigura a noção de dedicação exclusiva – e o mesmo o conceito de ensino público - ao permitir que o professor com DE possa ministrar cursos pagos de pós-graduação na própria universidade, sob a égide dos departamentos.
Além da regulamentação da DE, o governo informou que está negociando primeiramente com ANDES e Proifes uma alteração remuneratória no topo da carreira docente de nível superior, que apenas numa segunda etapa chegaria à nossa carreira: seria criada uma nova classe no teto da tabela, somente para os doutores, com valores equivalentes à carreira de Ciência & Tecnologia. O SINASEFE reivindicou que o reajuste nos valores fosse para todos os docentes, independente da titulação, mas o governo reafirmou sua intenção de limitar o acesso à nova classe aos doutores. Não havia ainda um projeto escrito, mas mesmo assim o governo afirma ter pressa, demonstrando desconhecer que o movimento sindical necessita de tempo para debater amplamente cada proposta em sua base.
Haverá nova reunião entre SINASEFE e governo em torno do dia 17 de setembro. Esperamos que o sindicato não se afaste de seus princípios e que a base se mobilize contra mais esse ataque à nossa carreira.
Leia no link abaixo o boletim do SINASEFE com o relato da reunião carreira docente, entre outros assuntos:




