Comunidade Escolar conquista avanço na luta pela democratização do CPII

O Colégio Pedro II parou na quarta-feira, dia 1º de abril, em atendimento à deliberação da assembleia dos servidores de paralisação de 24 horas, com dois eixos: a luta para que o ônus da crise econômica não recaia sobre os trabalhadores e a necessidade de continuidade do processo de democratização do CPII.  Estiveram paralisadas, totalmente ou com pouquíssimos furos, as maiores unidades: Centro, Engenho Novo II, Humaitá II, São Cristóvão II, São Cristóvão III e Tijuca II.  Funcionaram apenas as Unidades I – os chamados Pedrinhos – e as mais afastadas e menores, como Niterói, Realengo e Caxias.

No mesmo dia da paralisação, o SINASEFE e o SINDSCOPE, acompanhados de representantes dos grêmios do CPII, foram recebidos em audiência no Ministério da Educação para tratar da democratização da nossa escola. O Ministro reafirmou o apreço pelos valores democráticos na Rede Federal de Ensino e expressou a necessidade de que haja negociação entre o sindicato e a Direção Geral do CPII no sentido de se construir um novo regimento a partir de um fórum que respeite esses princípios.  Assim, foi solicitada uma nova audiência à Diretora Geral do CPII.

SINDSCOPE homenageia as mulheres em seu dia internacional de luta

mulheres-em-lutas-conlutasO SINDSCOPE parabeniza as mulheres trabalhadoras do Colégio Pedro II pelo importante papel que elas exercem na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.  A data de 8 de março é o dia internacional de luta contra o machismo evidente em todas as suas formas, como a superexploração das mulheres, vistas como força de trabalho mais barata pelo sistema capitalista, além de terem dupla jornada e sofrerem, em muitos casos, violência doméstica.

No site da Conlutas há um longo texto escrito pelo Movimento Mulheres em Luta/Conlutas, do qual publicamos o trecho abaixo, que se refere às consequências maiores da crise econômica para as mulheres trabalhadoras. Para ler o texto completo, clique neste link: www.conlutas.org.br

[Foto de Diego Cruz para o boletim "Mulheres em Luta/Conlutas", tirada em manifestação da Conlutas durante o Fórum Social Mundial de 2009, em Belém/PA]

“O desemprego entre as mulheres já era maior mesmo antes da crise ser anunciada; com seu agravamento, aumenta a dependência econômica das mulheres em relação aos homens, o que aumenta a violência doméstica e o machismo. Todos os problemas vivenciados cotidianamente pelas mulheres são potencializados. E nesse sentido, a única alternativa para as mulheres trabalhadoras é lutar junto a sua classe contra os ataques dos patrões e governos, contra as demissões, a redução de salários e de direitos. Contra as múltiplas jornadas de trabalho, a violência doméstica, por creches e pela legalização do aborto. Pois somente a classe trabalhadora, particularmente as mulheres trabalhadoras podem ser consequentes nessa luta, pois as mulheres burguesas e as mulheres comprometidas com os governos neoliberais estão limitadas nessa luta. Pois é impossível defender as mulheres trabalhadoras sem romper com seus algozes.”

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