Acontece neste fim de semana (1° e 2 de novembro), em São Paulo, o Seminário Nacional de Reorganização do movimento sindical e popular. O encontro, convocado pela Conlutas, MTL, Intersindical, MTST, MAS, FOS e Pastoral Operária/SP, entre outras entidades participantes, reúne mais de 900 ativistas na quadra do Sindicato dos Bancários. O objetivo é a criação de uma nova central para a luta da classe trabalhadora, superando a fragmentação em que se encontram os setores que não foram cooptados pelo governo nem se alinham aos patrões.
Na fase preparatória para este seminário nacional, diversos seminários regionais foram organizados pelas mesmas entidades que assinaram o manifesto pela reorganização, no Fórum Social Mundial deste ano, em Belém. Desses debates, persistiram alguns nós a serem desatados para a criação da central, como a participação dos estudantes, dos movimentos de luta contra a opressão (mulheres, negros, GLBT, etc) e dos movimentos populares sem base social definida, além da forma de organização da nova entidade.
Após intensa polêmica no primeiro dia do seminário nacional, chegou-se a um acordo no segundo dia: foi decidido que será convocado um congresso da classe trabalhadora (CONCLAT), de 3 a 6 de junho de 2010, para definir o caráter e a forma de direção da nova central. Nesse congresso unitário terão direito de voto os movimentos sindical e popular, mas não os estudantes nem os movimentos contra as opressões.
Uma coordenação nacional será tirada neste seminário, para que o impulso para a criação da nova central seja firmemente construído a partir dos acordos que estão sendo celebrados pelas entidades aqui presentes. Também será votado um plano conjunto de luta para esse período preparatório da reorganização.
O SINDSCOPE e o SINASEFE estão representados e participam do seminário com suas delegações.